BRF usa IoT e blockchain para rastrear a cadeia de suprimentos

Digitalização e Transformação digital para a BRF, fruto da fusão da Sadia e Perdigão, significam, sobretudo, como integrar a cadeia de suprimentos, desde a criação, produção, distribuição até o varejista, e como controlar todas as etapas para garantir melhor qualidade dos alimentos. Para isto, a companhia está usando diversas tecnologias e conceitos, como blockchain e internet das coisas.

“Quando pensamos em digitalização, o item número 1 é como vamos garantir a melhor qualidade aos alimentos, ou seja, como pode melhorar a rastreabilidade e o monitoramento de como os alimentos são criados —, por exemplo, se a ração é a correta. O item número 2 é o outro lado do negócio que é como melhorar a qualidade do serviço para os clientes, como entrego melhor, como otimizo o custo para o cliente. É uma cadeia completa, de um lado o serviço ao cliente e do outro a produção”, enfatizou Ney Santos, CIO Global da BRF, durante sua participação no SAP Fórum 2017, em São Paulo.

Santos defende que o diferencial competitivo da BRF é ter a cadeia integrada e para isto a automação tem um papel fundamental. Como exemplo, o CIO citou que antes da experimentação de internet das coisas, as fazendas eram fiscalizadas somente quando os veterinários as visitavam para fazer a auditoria do tratamento dos animais. Um dos projetos que a BRF está pilotando é o uso de sensores para monitorar itens como temperatura do ambiente e ração em tempo real. Desta maneira, qualquer desvio é captado em tempo real e não apenas na visita do veterinário. “Isto garante maior eficiência à cadeia. No agronegócio, a adoção de internet das coisas é muito transformador”, disse Santos.

A empresa também tem projeto de blockchain para rastrear os alimentos do campo até o cliente. “Em uma indústria de desmonte —desmontamos o frango em uma série de coisas —, a rastreabilidade é complexa. Estamos usando blockchain para isto. Este mês temos case com um varejista, que não posso divulgar o nome. E pelas embalagens, por meio de QR code, os clientes poderão ver a cadeia toda”, disse.

Santos enfatizou que a transformação digital para BRF é obter a automação industrial, ter o apontamento da produção automatizado com internet das coisas e as granjas automatizadas com sensores para tomar as decisões em tempo real usando big data. “Para a indústria de alimentos a maior oportunidade está na conexão da cadeia; é o somatório dos planejamentos que dá eficiência à cadeia. E temos uma oportunidade gigantesca por meio de inteligência artificial para ter ganho de eficiência enorme,” finalizou

Fonte:Convergência Digital

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