Arla investe R$ 5 milhões na fábrica de ração e complexo de grãos

Estrutura inaugurada, ontem, pela cooperativa representa o novo serviço no trato animal disponibilizado ao produtor no Vale.

Estrutura está localizada às margens da RS-130, em Lajeado – Lidiane Mallmann

CRUZEIRO DO SUL | Potencializando o serviço oferecido na região do Vale a Arla Cooperativa inaugura uma fábrica de ração e amplia o complexo de grãos na unidade em Cruzeiro do Sul. A solenidade de inauguração ocorrida, ontem, reuniu representantes da Arla, associados, prefeito em exercício do município, João Henrique Dullius, cooperativas da região, e o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius.

A nova fábrica de rações representa um investimento de R$ 1,2 milhões e no total foram investidos de 5 milhões. Construída no ano passado, ela começa a funcionar nos próximos dias. Durante o ato o presidente Orlando Stein também destacou a consolidação da entidade que atua desde 2017 como Cooperativa. “Em 2017 a Associação Rural de Lajeado transformou-se em Arla Cooperativa, incorporando a Cooperval. Os serviços foram agregados tornando-se uma cooperativa robusta com 2,2mil associados”, comenta.

Conforme o prefeito em exercício, João Henrique Dullius, a presença da unidade no munícipio traz sustentabilidade ao trabalho do agricultor. “Possibilita aos produtores que tenham onde depositar suas colheitas e negociar conseguindo um valor melhor”, comenta. Ele destaca a instalação no local como um estímulo aos jovens para que deem continuidade ao trabalho familiar. “É um incentivo para que os jovens permaneçam na agricultura com o acompanhamento de sementes, adubação e o armazenamento dos grãos”, complementa.

O gerente da unidade, Alexandre Schneider explica que com a ampliação da estrutura o recebimento da produção dos associados é feito em um local propício para armazenamento e venda em um momento mais oportuno. A fábrica de rações proporciona a transformação do produto, agregando valor. “Proporciona a transformação para além da matéria-prima: milho, soja, trigo. Transformando em ração, em um alimento. Além disso, disponibiliza-se os tradicionais produtos para o mercado como a ração comercial, milho moído, farelo de soja e trigo”, comenta.

A escolha pela localidade se deve à dedicação à agricultura. “O setor primário é predominante 80% das propriedades são agrícolas. Temos aqui um bom acesso”, conta. Conforme Schneider a entidade busca aperfeiçoamento acerca do cooperativismo com apoio da Ocergs-Sescoop. “O movimento de transição começou em 2015 em uma trajetória intensamente planejada. Mantendo a tradição, simplicidade e o jeito de trabalhar na região”, comenta.

Para o futuro, a projeção é edificar um pavilhão para depósito e comercialização o de insumos agrícolas em Cruzeiro do Sul e uma unidade de recebimento de grãos no município de Vale Verde, no Vale do Rio Pardo. O projeto para construção da unidade começou há cerca de 10 anos com a edificação de 15 silos de alvenaria para depósito de grãos dos associados.

A fábrica de rações possibilita à Cooperativa oferecer aos associados mais opções para o trato animal. Para o gerente geral, Breno Aloísio Ely, foi necessário fomentar a produção do associado. “Temos mais dois CNPJs programados para esse ano, buscamos nos integrar com o associado. Temos hoje 20 técnicos que dão assistência e orientação para que as pequenas propriedades possam produzir com eficiência”, comenta.

Cooperativismo

Segundo Stein a Arla que foi criada em 1938, em Santa Clara, percebeu com o passar dos anos a necessidade de mudar sua política. Em 2004 foi fundada a Cooperval para atender a demanda latente do produtor e sucessivamente com o expressivo aumento do número de associados na cooperativa. “Foi um trabalho árduo para transformar a entidade sem fins lucrativos na cooperativa, com um patrimônio de 35 milhões e um quadro de 440 sócios”, explica. Ele revela a parceria com outras cooperativas da região, em uma gestão com foco no social.

O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius destaca a relevância do investimento na área da alimentação. “O mundo inteiro precisa da alimentação, vão nascer mais de 2 bilhões de cidadãos nos próximos 25 anos. O Brasil é o único país do mundo que tem ainda 40% de terra para produzir alimentos”, explica. Ele destaca que o milho, principal cultivo da região é um combustível da lavoura que tem valor agregado para suíno, frango, leite, gerando cms, riqueza para os estados e municípios, todos se desenvolvem coletivamente”, comenta.

Perius ressalta que o melhor caminho para o desenvolvimento de uma comunidade é o cooperativismo. “Entenderam a importância da cooperativa pois transformaram uma associação de quase 80 anos em um processo cooperativo. Na cooperativa cada sócio tem um voto tem uma estrutura gerencial, administrativa, organizacional é uma estrutura perfeita sobre o ponto de vista da igualdade os princípios da liberdade e fraternidade, entre todos fazem uma economia de reciprocidade é o melhor caminho para o desenvolvimento”, explica.

Fábrica de rações foi inaugurada com ampliação do serviço no trato animal

A estrutura

O projeto para construção da unidade começou há cerca de 10 anos com a edificação de 15 silos de alvenaria para depósito de grãos dos associados. Em 2018, com o aumento da demanda, a unidade teve capacidade ampliada em 100 mil sacas. Além disso, a Arla investiu na melhora o fluxo de veículos, uma balança para caminhões foi colocada para fluir de maneira mais eficiente o carregamento e descarregamento de grãos. O presidente Orlando Stein explica que devido a problemas de estocagem sem capacidade estática para atender ao produtor a ampliação demonstrou-se necessária com uma tecnologia que proporciona maior qualidade da matéria-prima e insumos. Com a ampliação a capacidade é de 400 mil sacas.

Fonte:Informativo

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