Após dificuldades, avicultura vê luz no fim do túnel

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Embargos, barreiras tarifarias, greve dos transportes e outros episódios ocorridos dentro e fora do Brasil abalaram a cadeia de aves nos últimos meses. Felizmente, o pior já passou.

A avicultura brasileira é uma potência mundial. O Brasil ocupa o posto de maior exportador e segundo maior produtor de frango do planeta, fruto de trabalho, pesquisa e investimentos em todos os elos da cadeia produtiva, que nos últimos dez anos viveu um período bastante próspero. Desde março do ano passado o setor vem enfrentando um calvário de sucessivos episódios ocorridos nos cenários interno e externo, que impactaram toda a cadeia, trazendo consequências desastrosas, como fechamento de unidades, perda de mercados e outras sequelas que ainda devem demorar algum tempo para serem sanadas.

Maior produtor e exportador de frangos do Brasil, o Paraná foi especialmente atingido neste processo. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a exportação da carne de frango paranaense no primeiro semestre deste ano recuou 2% em volume, de 903 mil toneladas em 2017 para 881 mil toneladas em 2018, e 7% em receita, de US$ 1,455 bilhão para US$ 1,354 bilhão no mesmo período. Em todo Brasil, a estimativa da ABPA é que a produção de carne de frango apresente redução entre 1% e 2% este ano, quebrando a previsão de crescimento de 2% a 4% no início do ano.

Essa redução acompanha a diminuição no alojamento de pintinhos. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), o alojamento de aves neste primeiro semestre caiu 4,2% no território nacional. No Paraná, essa redução foi de 7,2% no mesmo período.

Fonte: Avicultura Industrial

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