Carne de frango tem alta de 16% em julho na exportação

No acumulado do ano, porém, números estão abaixo dos registrados em 2019.

Avicultura em Santa Catarina — Foto: Cristiano Estrela/Secom/Divulgação

Avicultura em Santa Catarina — Foto: Cristiano Estrela/Secom/Divulgação

Santa Catarina registrou alta de 16,4% em julho na exportação da carne de frango na comparação com junho, segundo informações do Ministério da Economia analisadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e divulgadas nesta terça-feira (11). O faturamento no mês foi de US$ 122,5 milhões. Porém, no acumulado do ano, os números estão abaixo dos registrados no primeiro semestre em 2019.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, o resultado de julho ocorreu por causa do aumento das exportações para a Holanda. O país europeu se tornou o maior comprador da carne de frango catarinense. O faturamento só com a Holanda foi de US$ 21,2 milhões, número 139% maior do que em junho e 48,5% a mais do que julho de 2019.

Além da Holanda, os outros países que mais compraram a carne de frango catarinense foram Japão, China e Arábia Saudita. O secretário de Estado da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, afirmou que o produto chega a mais de 130 países e que há expectativa de crescimento de vendas para o mercado interno.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, de janeiro a julho o estado exportou 578,4 mil toneladas do produto e o faturamento foi de aproximadamente US$ 916,4 milhões. No mesmo período de 2019, foram embarcadas 727,5 mil toneladas e o faturamento foi de mais de U$ 1,25 bilhão.

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Para o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, o número menor do que o de 2019 é explicado por mudanças em alguns mercados importantes, como o do México, onde as cotas de importação de carne de frango brasileira com tarifas reduzidas se esgotaram no início do ano. Portanto, diminuiu a competitividade do produto.

“Apesar desse cenário negativo nas exportações, a situação é relativamente estável no setor, pois as empresas adequaram a produção logo nos primeiros meses da pandemia, temendo uma queda nas vendas. A perspectiva é de que a demanda no mercado interno siga elevada no segundo semestre, pois é provável que muitos consumidores substituam outras carnes de maior valor, principalmente bovina e suína, pela carne de frango”, afirmou Giehl.

Jornal Hoje

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Fonte: Globo

 

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