Chile autoriza exportação de carne bovina de todo o Mato Grosso do Sul

A decisão foi tomada depois de parecer favorável de veterinários chilenos sobre a vigilância para febre aftosa

O Chile aprovou a habilitação integral das exportações de carne bovina de todo o Estado de Mato Grosso do Sul, após uma missão veterinária do país andino ter gerado um relatório favorável sobre a vigilância para febre aftosa, informou o Ministério da Agricultura brasileiro no dia 04/01/19.

O documento enviado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG, sigla em espanhol) chileno, é resultado da última visita de técnicos do País sul-americano aos estados de Tocantins e Mato Grosso do Sul, em novembro do ano passado.

“Importante na pauta de exportação de carne bovina in natura brasileira, o Chile retorna ao nosso mercado. É fato que estamos comemorando essa decisão,” afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz.

A decisão do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile deve favorecer 12 municípios sul-mato-grossenses, que faziam parte da Zona de Alta Vigilância, devido a casos de febre aftosa reportados na região entre 2005 e 2006.

Em 2010, o Chile autorizou as exportações de parte do Estado e de Tocantins, deixando de fora esses 12 municípios que agora receberam sinal verde para envios: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas, Japorã,  Corumbá e Mundo Novo.

“No final de agosto de 2018, uma missão veterinária chilena avaliou o serviço veterinário oficial brasileiro e buscou informações sobre a vigilância para febre aftosa no país. O relatório da missão foi favorável e garantiu esta abertura de mercado”, disse a pasta agrícola em comunicado.

Segundo a diretora substituta do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Judi da Nóbrega, “acabaram os impeditivos à exportação de carne bovina in natura de animais daquela área, além de todas as demais restrições para movimentação de animais susceptíveis à aftosa daquela área para outras partes do país. A nova condição deverá valorizar os animais da região e impulsionar o seu comércio, favorecendo à pecuária regional”

A autorização compreende tanto os envios de carne bovina in natura quanto os de carne congelada.

Fonte: Época Negócios

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