Cooperativas projetam R$ 712 milhões em expansão

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Cooperativas projetam R$ 712 milhões em expansão

IMAGEM: ARQUIVO JM
Investimentos foram concluídos recentemente ou já estão em execução, com previsão de conclusão até o final do próximo ano. Se somados os investimentos próprios e os individuais dos cooperados, montante aplicado no campo se aproxima da casa de R$ 1 bilhão
O trio de cooperativas Capal, Castrolanda e Frísia, sediadas na Região dos Campos Gerais, projetam, até o final de 2016, a execução e conclusão de investimentos que passam dos R$ 700 milhões. O montante se refere à execução de projetos não só individuais, com o aporte próprio de cada cooperativa, mas também dos frutos da intercooperação entre elas. Cabe destacar que os recursos não são aplicados apenas no Paraná, mas também em São Paulo onde a Castrolanda e a Capal atuam; e no Norte do Brasil, mais precisamente no Tocantins, onde a Frísia inicia sua expansão. As três cooperativas faturaram, em 2014, o montante de R$ 4,3 bilhões.
Os R$ 712 milhões são referentes a investimentos já inaugurados neste ano de 2015, ou que deverão ser até o final de 2016 – o que inclui alguns projetos cujas obras sequer foram iniciadas ainda, como a Unidade de Leitões em Piraí do Sul, em projeto liderado pela Castrolanda, cujo investimento se aproxima dos R$ 50 milhões. Se somar, no entanto, os investimentos realizados pelos cooperados em infraestrutura para elevar a produção, os valores aplicados se aproximam à cifra bilionária.
“Esse planejamento estratégico resultou em investimentos sinérgicos ligados na área de trigo, carne, suínos e de leite. Por conta dos empreendimentos conjuntos, há os que devem ser feitos exclusivos pelas cooperativas, e a Frísia tem vários investimentos que estão correndo que totalizam R$ 100 milhões. Ao somar o que cada cooperativa está fazendo individualmente e mais os no campo, pelos cooperados, esse aporte chega a quase R$ 1 bilhão nesses dois anos”, resume Gaspar de Geus, vice-presidente da cooperativa Frísia.
Frans Borg, presidente da Castrolanda, lembra que a cooperativa investe, anualmente, cerca de R$ 100 milhões. “Para 2016 vamos ter investimentos, mas não tão expressivos; os maiores foram em 2014 e 2015. Temos projetos andando, como a unidade de leitões em Piraí que já foi aprovada, temos o investimento na indústria de leite e estamos quase terminando a unidade de carnes. E estamos finalizando a indústria de leite de Itapetininga”, diz. Somente nesses dois últimos investimentos, frutos da intercooperação, são mais de R$ 350 milhões aplicados. A Unidade Industrial de Carnes em Castro deverá ser inaugurada durante a realização do Agroleite, entre os dias 20 e 24 de outubro.
A Capal recentemente inaugurou dois investimentos próprios: a Unidade Operacional de Armazenamento de Grãos em Taquarivaí (São Paulo), e a fábrica de ração para suínos, em Arapoti, cada um custando aproximadamente R$ 35 milhões. “Já temos mais granjas sendo instaladas e outras em estudo. São investimentos grandes e temos as fabricas prontas para atender esse pessoal”, declara Marco Rumen, Gerente Financeiro.
Investimentos projetados para os próximos anos
Além dos investimentos realizados que serão inaugurados neste ano, há investimentos projetados que devem ser aprovados nos próximos anos. “Uma vez que há o fomento na industrialização, tem toda cadeia por trás para suprir. Logo vamos precisar uma fábrica de rações também, por exemplo”, declara o executivo da Frísia. Além disso, ele afirma que o moinho de trigo, inaugurado em 2014, já trabalha quase na capacidade máxima, e que há a possibilidade de, em breve, iniciar a segunda etapa de investimento e dobrar a produção.
Para completar, há o projeto eólico, de R$ 300 milhões. “Não é um projeto prioritário, mas estamos em busca de parceiros. Mas facilmente devemos fechar uma parceria, porque estudos apontaram que é uma das melhores áreas do Brasil em constância de ventos para a geração de energia”, completa. Tanto Frans Borg, da Castrolanda, quanto Marco Rumen, da Capal, declaram que há vários projetos e estudos prontos, alguns, inclusive, com orçamento encaminhado, só aguardando o momento adequado para investir.
Investimentos foram feitos no momento certo, diz gerente
Para o gerente da Capal, os investimentos realizados na intercooperação foram no momento certo. “Podemos dizer que o momento escolhido para fazer esses investimentos foi absolutamente feliz, com fonte de recursos que não faltaram, a taxa de juros interessante e os prazos também – e sem contar com parte dos equipamentos importados vieram com uma taxa de cambio favorável na época. Se hoje fossemos aplicar esses R$ 700 milhões, teríamos que pensar muito; nem sei se faríamos”, declara Rumen. “Estamos em um momento que temos que avaliar bem situação do país, devido à crise. Não devemos nos precipitar com investimentos”, completa Borg.
Informações do Jornal da Manhã

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