Fazenda autônoma quer produzir alimentos sem humanos

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Aposta da Iron Ox, porém, vai além da tecnologia

Instalações da Iron Ox (Foto: Reprodução/Iron Ox)

Apostar na adoção de robôs para aumentar a produtividade e diminuir os custos não é uma novidade. Uma nova proposta de fazenda, porém, levou essa aposta a outro nível. Ao adotar a automação na produção de vegetais, a Iron Ox pretende melhorar a qualidade dos produtos e compensar a falta de mão de obra.

A empresa está abrindo sua primeira instalação em São Francisco. Segundo uma reportagem do MIT Technology Review, o espaço de 740 metros quadrados deve abrigar as instalações e o escritório da empresa. O local deve produzir uma média de 26 mil pés de alface hidropônicos por ano, o que equivale à produtividade de uma área cinco vezes maior.

Na instalação, uma série de motores e braços robóticos ficarão responsáveis por cuidar e transferir as mudas. Eles podem, por exemplo, transferi-las uma por uma de uma bandeja para outra, conforme aumentam de tamanho. Estruturas maiores também podem “perambular” pelo local transportando as grandes e pesadas bandejas. O trabalho é coordenado por um software batizado de “O Cérebro”, elaborado para permitir que todos os mecanismos funcionem em conjunto. Ele também acompanha fatores como a temperatura e os níveis de minerais presentes nos vegetais.

A substituição dos trabalhadores agrícolas por robôs não tem apenas a ambição de ser tecnológica: é uma solução, também, para a falta de mão de obra desse tipo, além de atender o objetivo de diminuir as distâncias entre as produção e os locais de consumo. Nesse caso, segundo a empresa, a automação permite que se possa manter instalações em áreas urbanas sem ter que pagar salários compatíveis com os níveis das cidades – garantindo, ainda, vegetais mais frescos.

Por enquanto, esse objetivo ainda não está completo. O sistema desenvolvido até agora ainda precisa de pessoas para trabalhar em etapas como a semeadura. A empresa garante, porém, que esses processos também devem ser automatizados com o tempo. Segundo a reportagem, a formação de parcerias com mercearias e restaurantes locais também está em fase de diálogo. Até que sejam fechadas, os vegetais produzidos devem abastecer bancos de alimentos e os pratos de funcionários da própria empresa.

Fonte: Época Negócios

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