Fazenda Urbana vai testar 12 projetos inovadores

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Colônia Muricy em São José dos Pinhais. Foto: Arnaldo Alves / AEN

Doze projetos de produção agrícola, segurança alimentar e otimização de recursos renováveis serão desenvolvidos na Fazenda Urbana de Curitiba nos próximos 12 meses. Hortas “inteligentes”, compostagem em pequenos espaços, irrigação mais eficiente e uso de energia solar na redução de custos de plantio são algumas das inovações de startups, organizações não-governamentais e pesquisadores do Vale do Pinhão que serão testadas e validadas no espaço da Prefeitura inaugurado em junho.

Os projetos foram selecionados por edital de chamamento público em uma parceria da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN) e Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

Em uma área de 4.435 m², ao lado do Mercado Regional do Cajuru, a Fazendo Urbana de Curitiba tem função educativa para quem reside na capital e reúne os mais modernos métodos de plantio de alimentos saudáveis, sem agrotóxicos. Devido à pandemia da covid-19, o espaço administrado pela SMSAN ainda não foi aberto para visitas e cursos.

Luiz Gusi, secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, explica que como a sustentabilidade integra as bases da Fazenda Urbana de Curitiba, todos os projetos aprovados buscam oferecer soluções inovadoras de uso e destino de insumos, resíduos e alimentos da produção agrícola.

“Compartilhar tecnologias de manejo consciente é fundamental para a questão educativa, pois ajuda a conscientizar sobre os problemas do desperdício de alimentos e consumo consciente”, salienta.

De acordo com Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba, as parcerias têm como objetivo testar na Fazenda Urbana tecnologias e metodologias que promovam a agricultura urbana e os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

“Uma cidade inteligente, como Curitiba, também promove a difusão de práticas e técnicas de produção de alimentos e organização comunitária, a fim de contribuir para a educação social, alimentar e ambiental da população”, justifica.

Hortas inteligentes

A startup curitibana Favo Tecnologia  vai testar na Fazenda Urbana as hortas “inteligentes” EasyGarden. A empresa desenvolveu kits para plantio em pequenos espaços, que incluem a estrutura da horta, terra, acessórios de manejo e até mudas ou sementes.

O grande diferencial, no entanto, é o sistema inteligente de irrigação, controlado pelo smatphone, que propicia um rendimento até 50% superior ao de uma horta normal.

“Ao alimentar a horta com água, a tecnologia conduz o líquido na quantidade e hora certas até as raízes sem encharcamento dos vegetais, reduzindo o desperdício”, explica Marcelo Pinhel, CEO da Favo. Os kits de hortas EasyGarden já são comercializados e custam a partir de R$ 500 (50cm x 50 cm).

Compostagem de resíduos orgânicos domésticos através da utilização de minhocas (vermicompostagem) será o tema da pesquisa de estudantes da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) na Fazenda Urbana de Curitiba. Segundo a professora Tamara Van Kaick, coordenadora do projeto do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, o objetivo do trabalho será criar um protocolo de vermicompostagem para produção acelerada de adubo para pequenas hortas residenciais.

“Além de separar e descartar corretamente os resíduos orgânicos, nosso projeto de educação ambiental irá propor um passo a passo para a implantação de uma vermicompostagem mais eficiente”, antecipa Tamara.

Contrapartidas

Os 12 projetos selecionados poderão ser testados na Fazenda Urbana durante 12 meses, com possibilidade de prorrogação. As responsabilidades em relação a insumos, armazenamento e logística serão dos próprios parceiros.

Mensalmente, startups e pesquisadores precisarão enviar um relatório do estágio de pesquisa e realizar palestras no espaço da Prefeitura.

Projetos que serão testados na Fazenda Urbana de Curitiba

  1. Hortas domésticas “inteligentes” (Favo Tecnologia) – hortas para pequenos espaços com sistema inteligente de irrigação controlado pelo smatphone, que propicia um rendimento até 50% superior ao de uma horta normal.
  2. Projeto Fartura em rede (Michely Aparecida Pereira dos Santos e equipe) – desenvolvimento de mecanismos de geração de renda com produção de alimentos para donos de quintais e pequenas propriedades. Projeto também vai capacitar mulheres e famílias carentes para comercializar produtos alimentares minimamente processados.
  3. Gestão de resíduos sólidos orgânicos local e comunitário (Coletivo Ambiente Livre) – projeto de vermicompostagem de resíduos orgânicos para adubação dos canteiros existentes na Fazenda Urbana e distribuição para a população.
  4. Irrigate (Breno Felipe Gonçalves e equipe) – sistema de irrigação autônoma para residências e pequenas hortas, com rede de sensores conectados a um aplicativo que possui um dashboard para monitoramento.
  5. Compostagem resiliente (Patricia Dayana Galbo e equipe) – compostagem de material orgânico residencial feita através dos microrganismos E.M. (Effective microorganism) que são capturados em florestas.
  6. Sistema de monitoramento remoto do solo (Oséias Fernandes da Silva e equipe) – monitoramento das condições do solo de estufas que necessitem de cuidados especiais para a correção dos problemas,possíveis perdas e desperdícios de recursos.
  7. Elëve Vida (Vinícius Mendonça de Moura) – encontros quinzenais para disseminação de conhecimentos sobre o ciclo de vida do alimento, segurança alimentar e nutricional, produção e distribuição de orgânicos, princípios da agroecologia e compostagem
  8. Poste fotovoltáico de baixo custo (Larissa Matos Dias e equipe) – sistema de produção de energia limpa para redução de custo em áreas de plantio. Os testes possibilitarão a análise do produto e possibilidade de replicação em outros ambientes.
  9. Técnicas de vermicompostagem e educação ambiental (alunos da UTFPR) –  protocolo de vermicompostagem para produção de adubo a partir de resíduos orgânicos domésticos, para pequenas hortas residenciais.
  10. Gênesis (Bettina Züllig Pansera e equipe) – Grupo Mãozinha Verde pretende desenvolver e testar na Fazenda Urbana o Gênesis, equipamento capaz de gerar energia a partir das pedaladas de bicicletas. Tudo controlado por um aplicativo.
  11. Agroecologia urbana (Coletivo Agroecologia em Movimento) – cursos e oficinas sobre manejo produtivo com a troca de conhecimento e apresentação de usos culinários de algumas plantas.
  12. Indoor Planting (Cássia Maria Lie Ugaya e equipe) – hortas verticais e compostagem em ambientes reduzido, como casas e apartamentos.

As informações são da Prefeitura Municipal de Curitiba.

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