Feira Nacional de Peixes debate produção e industrialização.

MT acomoda 9 entrepostos para recebimento, manipulação, distribuição e comércio de 36,610 mil toneladas de pescado

Feira Nacional de Peixes Nativos de Água Doce debate produção e industrialização

Reprodução/Internet

Mato Grosso sedia a Feira Nacional de Peixes Nativos de Água Doce e a industrialização do pescado está no foco dos debates. O evento começa às 8h,  desta terça-feira (13), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, com encerramento na quarta-feira (14). A programação inclui o lançamento do Manual de Industrialização do Pescado, elaborado pelo Sebrae/MT, realizador do evento com apoio da Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat). A publicação traz informações aos piscicultores, empresários e consumidores sobre as políticas e legislações referentes ao setor.

Atualmente, Mato Grosso acomoda nove entrepostos para recebimento, manipulação, distribuição e comércio de aproximadamente 36,610 mil toneladas de pescado por ano, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção anual de peixe no estado movimentou R$ 256,582 milhões em 2017, estima o IBGE na Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM).

O pescado está entre os principais produtos importados pelo Brasil, aponta o Imea no Guia do Investidor, lançado este ano. Apesar disso, o consumo brasileiro de peixe está bem abaixo da média mundial, complementa o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo Akifumi Ono.

Palestrante na Feira Nacional de Peixes Nativos de Água Doce nesta terça-feira (13), Ono comenta que o consumo médio per capita de pescado no mundo chega a 20kg por ano, mais que o dobro dos 9kg consumidos, em média, pelos brasileiros, anualmente. De acordo com ele, o Brasil tem potencial para crescer nesse mercado que se mantém em expansão a taxas anuais de 8% nos últimos 5 anos.

“No mercado de proteínas animais, o pescado é o que mais cresce”, compara Ono. Reconhecido como alimento saudável, o peixe é utilizado amplamente na culinária mundial. Durante a Feira Nacional de Peixes Nativos de Água Doce o consumo de pescado será debatido com painel sobre a política de desenvolvimento dessa cadeia produtiva no Peru, que se destaca pela valorização da proteína na gastronomia.

A Feira Nacional de Peixes Nativos de Água Doce integra a 3ª edição do Seminário de Tendências e Tecnologias na área da piscicultura, focado na integração da produção, do mercado, da tecnologia, da sustentabilidade e das políticas públicas, explica a gestora do projeto no Sebrae/MT, Valéria Pires. Ela acrescenta que este ano o evento apresenta, ainda, oportunidades nas áreas da gastronomia, turismo e mercados nacionais e internacionais.

“É um momento ímpar para o setor, quando a atenção se volta para Mato Grosso, que já esteve em 1º lugar no ranking nacional de produção de peixes. Atualmente, ocupamos a 4ª colocação, perdendo por detalhes. Com um evento desta proporção, reforçamos o nosso objetivo em busca da 1ª colocação. Não queremos ocupar o 1º lugar apenas em termos de produção, mas também na exportação para outros estados e até países, com qualidade e sustentabilidade”, conclui a gestora do Sebrae/MT.

Confira a programação do evento no link:

Fonte:Circuito MT

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