Mais de R$ 2 mi são investidos em piscicultura familiar no Pará

Iniciativa conjunta tem o objetivo de profissionalizar pesca. Ação deve beneficiar mais de 90 mil pessoas no estado.

Com o objetivo de estimular a profissionalização da pesca no Pará, o Ministério da Integração e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) firmaram parceria que vai beneficiar, diretamente, 800 produtores e quatro mil famílias em 16 municípios do estado. Outras 92 mil pessoas também serão favorecidas de forma indireta.

Um total de R$ 2,1 milhões foram destinados ao projeto. Com o investimento, será possível estruturar e profissionalizar a piscicultura familiar no estado para ampliar a produtividade, a qualidade do pescado e, consequentemente, fomentar o desenvolvimento regional e a geração de emprego e renda.

Segundo o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a pesca é extremamente importante para o estado e o investimento tem a finalidade de valorizar ainda mais a atividade econômica da região.

“Essa é uma demonstração do desejo do governo federal de impulsionar o desenvolvimento para que possamos ter renda e emprego para a população e, claro, a oferta de um bom pescado para a mesa dos paraenses. Dessa forma, desenvolvemos o nosso estado, os nossos municípios e fortalecemos esta importante atividade econômica do Brasil e do Pará”, ressaltou o ministro.

Sueo Numazawa, reitor da UFRA, explica que a revitalização da piscicultura familiar terá todo o apoio técnico e acadêmico. “Daremos um suporte muito grande à comunidade através de treinamentos e capacitações. E, para a universidade, é fundamental o envolvimento da academia no processo de desenvolvimento do estado do Pará”, destacou.

Os municípios selecionados possuem baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o que torna o projeto ainda mais importante, pois também fortalecerá a segurança alimentar na região.

“Além de contribuir com a geração de renda para as famílias, o peixe será utilizado para o consumo”, destacou Numazawa. As cidades selecionadas são Paragominas, Primavera, Conceição do Araguaia, Igarapé-Açu, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Sebastião da Boa Vista, Breves, Muaná, Curralinho, Altamira, Santarém, Itaituba, Cametá, Igarapé-Miri e Oeiras do Pará.

Revitalização da piscicultura

O projeto prevê a realização de capacitações de pequenos e médios produtores, a recuperação e adaptação dos viveiros de piscicultura, fomento de insumos e assistência técnica qualificada. Na sede de cada município será instalado um viveiro/berçário para receber os alevinos que serão redistribuídos aos produtores.

Em cada cidade, serão selecionados 50 piscicultores que estejam paralisados ou em atividade e que possuam 1.000 m2 de lâmina de água. Depois da seleção começam os cursos de capacitação em matemática aplicada à piscicultura, piscicultura em viveiros escavados, cultivo em tanques-rede, gestão e empreendedorismo.

Já na etapa do primeiro ciclo produtivo, os produtores receberão insumos como alevinos, ração, redes de arrasto, tanques-rede, medidor de pH, disco de Secchi, calcário, fertilizante químico. Um técnico em aquicultura supervisionará o primeiro processo de produção. O prazo para execução das ações é de 18 meses.

Fonte: Brasil.gov

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