Margem de lucro maior depende de produtividade

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O ano de 2018 teve margens de lucro mais apertadas para o piscicultor, principalmente por fatores que surpreenderam toda a economia nacional e que já são velhos alvos dos lamentos do setor produtivo. Porém, a expectativa é que avanços tecnológicos e a maior profissionalização do setor garantam um bolso mais cheio em 2019.

O impacto da greve dos caminhoneiros, por exemplo, foi contabilizado em um trimestre inteiro na produção de peixes, que sofreu com a falta de ração, de alevinos e de transporte do produto às indústrias. “Para produtores e frigoríficos independentes, foram três meses sem processamento do produto. Para os integrados, funcionou melhor”, diz o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Também foi problema o demorado processo de regulamentação de piscicultores. “Nossas ações junto ao governo são para que não nos atrapalhe, e o governo atrapalhou muito nos últimos três anos”, cita Medeiros. A reclamação é pela criação do RGP (Registro Geral da Pesca), que deve ser obtido por qualquer agente da cadeia e cuja responsabilidade foi retirada do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e repassada à Secretaria de Governo. “Eles nem mesmo conseguem emitir o RGP e cobram. A Secretaria de Defesa Agropecuária e o Mapa já rastreiam toda a produção pelo GTA [Guia de Trânsito Animal] e ninguém explicou a necessidade de um segundo controle”, diz.

Sem esses percalços, ele espera que a rentabilidade aumente. Medeiros considera que o custo de produção ficou em entre R$ 3,60 e R$ 4,00 por quilo no ano passado, com preço de venda pelo criador de R$ 3,80 a R$ 4,50. “Tivemos regiões em que a produção cresceu acima da demanda do mercado, mas foi um ano atípico, principalmente para os independentes.”

Um novo salto é esperado também no modelo de produção, diz o CEO da Aquabel, Ricardo Neukirchner, pelo investimento pesado que considera que é feito em genética. “A busca é por reduzir o custo de produção e também o tempo de engorda”, cita, ao lembrar ainda que ainda há todo um mundo de consumidores para o peixe brasileiro. “Somos a primeira empresa a obter certificação internacional para alevinos porque os frigoríficos que querem exportar conseguem preços melhores com isso. Acreditamos que as exportações vão crescer bastante.” (F.G.)

Fonte: Folha de Londrina

 

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