Momento está mais favorável para suinocultura

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O aumento das exportações nacionais de carne suína reduziu a oferta do produto no mercado interno e vem contribuindo para a melhoria de rentabilidade no setor. O reajuste nos valores pagos aos suinocultores é considerado essencial, uma vez que os custos estão elevados em função da valorização do milho e, em algumas regiões, como na Zona da Mata, os produtores estão apurando preços abaixo dos custos.

A expectativa do setor é que a situação fique mais favorável com o aquecimento da demanda em função das festas de fim de ano, e com a liberação das importações de milho dos Estados Unidos.

Segundo os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), as exportações de carne suína apresentaram bom desempenho ao longo dos primeiros nove meses de 2016. Ao todo, foram exportadas 16,5 mil toneladas do produto, alta de 62%. Os embarques movimentaram US$ 29,2 milhões, aumento de 39,2%.

No País, os embarques somam 542 mil toneladas, aumento de 41,3% frente a igual período do ano passado. A negociação do volume com o mercado externo gerou receita de US$ 1 bilhão, crescimento de 12,2%.

“O aumento das exportações tem nos deixado, de certa forma, um pouco mais tranquilos porque a oferta interna está sendo reduzida em função dos embarques. Este fator contribui para que os preços da carne suína não recuem, o que é essencial no atual momento, em que os custos estão estabilizados em patamares elevados”, explicou o vice-presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), José Arnaldo Cardoso Penna.

Para o último trimestre, a expectativa é de manutenção das exportações brasileiras em alta, com previsão de encerrar o ano com um volume nacional exportado próximo a 650 mil toneladas. No mercado interno, a tendência também é de aumento da demanda pela carne suína já a partir deste mês, o que será favorável para o setor.

“Normalmente o último trimestre é o melhor para a suinocultura. No período a demanda é estimulada pelas festas de final de ano e pelo pagamento do 13º salário. Estamos otimistas, mas mantendo a cautela, isto pela crise econômica e pelo aumento do desemprego, o que pode inibir parte do consumo nos próximos meses. Mas acreditamos que os resultados serão positivos”, explicou Cardoso Penna.

Milho

Além da expectativa de um consumo maior com a aproximação das festas de final de ano, a aprovação concedida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para o uso de três variedades de milho transgênico provenientes dos Estados Unidos, para produção de ração no Brasil, vai contribuir para ampliar a oferta do insumo no mercado e para a redução dos custos de produção.

“O setor aguardava esta notícia e a nossa expectativa é que a oferta de milho norte-americano possa reduzir os elevados preços do cereal no mercado interno. A medida também pode estimular os produtores nacionais a liberarem os estoques, já que a tendência é de queda nos preços”, explicou.

A queda nos custos de produção, principalmente do milho, é uma das grandes necessidades do setor. Mesmo com os preços do quilo do suíno estabilizados em torno de R$ 4,20, algumas regiões ainda estão produzindo a valores acima dos preços recebidos.

Na Zona da Mata, por exemplo, os custos de produção estão em torno de R$ 4,40 por quilo. Na região Central, para produzir um quilo do animal vivo são gastos R$ 4,20. O menor custo é verificado nas regiões do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, R$ 4 por quilo, uma vez que são as grandes produtoras de grãos.

Além da possibilidade de importar milho dos Estados Unidos, a previsão de aumento da safra 2016/17 de milho também será favorável para o setor.

“A suinocultura vem passando por momentos difíceis, mas estamos animados com o regime de chuvas e a expectativa de uma produção de milho melhor no ano que vem”, disse Cardoso Penna.

Fonte: Suinocultura Industrial

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