Novas normas alimentares da ONU regulam medicamentos para gado e higienização de frutas e verduras

O organismo das Nações Unidas que estabelece os padrões dos alimentos adotou uma série de medidas para garantir maior segurança alimentar. Elas incluem os limites máximos de resíduos para uma variedade de medicamentos utilizados em gados e outros animais, além de revisões que orientam as práticas agrícolas e higiênicas para minimizar os perigos microbianos, químicos e físicos em frutas e vegetais.
O arroz (foto) pode ser contaminado pelo arsênio – um semimetal inodoro e insípido encontrado nas rochas e no solo. Ele entra na cadeia alimentar principalmente através de culturas que absorvem água de irrigação contaminada. Foto: FAO / J.Belgrave

O arroz (foto) pode ser contaminado pelo arsênio – um semimetal inodoro e insípido encontrado nas rochas e no solo. Ele entra na cadeia alimentar principalmente através de culturas que absorvem água de irrigação contaminada. Foto: FAO / J.Belgrave

O organismo das Nações Unidas que estabelece os padrões dos alimentos adotou, na semana passada, uma série de decisões para garantir maior segurança alimentar.

Elas incluem os limites máximos de resíduos para uma variedade de medicamentos utilizados em gados e outros animais, além de revisões que orientam as práticas agrícolas e higiênicas para minimizar os perigos microbianos, químicos e físicos em frutas e vegetais.

Comissão Codex Alimentarius, encarregada de proteger a saúde do consumidor e garantir práticas justas no comércio de alimentos, se reuniu entre os dias 17 e 22 de julho. O estabelecimento de padrões para alimentos é uma iniciativa conjunta de duas agências da ONU – a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na sessão da última segunda (17), a Comissão fixou limites máximos de resíduos para os medicamentos Ivermectina – usado para matar parasitas em tecidos de bovinos –, Lasalocida de sódio – usado para fins semelhantes em tecidos de frango, peru, codorna e faisão – e o inseticida Teflubenzuron – usado no salmão.

A Comissão também adotou revisões para o código sobre práticas de higiene de frutas e legumes frescos, para que, com base no risco, seja fornecida orientação detalhada às partes interessadas ao longo das cadeias de valor de frutas frescas e vegetais – desde os produtores até os consumidores finais.

O objetivo é minimizar os riscos microbianos, evitar riscos para a saúde e maximizar a segurança desses produtos alimentares nutritivos, que são de grande importância econômica para muitos países no comércio global.

Foram adotados ainda os Valores de Referência de Nutrientes para vitaminas D e E para serem utilizados nos rótulos, ajudando os consumidores a tomar decisões para apoiar dietas saudáveis.

Nas especiarias e ervas culinárias, a Comissão adotou padrões de commodities, como tolerâncias para defeitos, bem como os níveis permitidos de aditivos alimentares e rotulagem para cominho, tomilho seco e pimenta, que estão entre os temperos mais utilizados no mundo.

Fonte: Nações Unidas

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