Núcleo de aves tem investimento de R$ 7,5 milhões

Novo condomínio deve começar a operar ainda este ano, gerando empregos, renda para os associados e retorno em ICMS.

A Dália Alimentos e a comunidade de Mato Leitão se reuniram na tarde dessa quinta-feira, 4, para lançar a pedra fundamental do Condomínio Avícola Mato Leitão, que promete dar um novo impulso à economia do município. Com investimento de R$ 7,5 milhões, a obra de construção dos oito pavilhões está avançada. A expectativa é de que a infraestrutura na localidade de Sampaio Baixo fique pronta até julho e já comece a funcionar este ano. Segundo o prefeito Carlos Alberto Bohn, projeta-se que o empreendimento represente R$ 400 mil de retorno de ICMS para a administração até 2022, quando o condomínio estiver em plena produção.

Além disso, ressalta que a expectativa traçada pela Dália Alimentos, em conjunto com a equipe de tributos da Prefeitura, é de um acréscimo de R$ 20 milhões no valor adicionado da produção primária do município em até três anos – contando também os impactos do incubatório, que está sendo edificado na localidade de Palanque Pequeno (veja na matéria abaixo). “Esse montante representa em torno de 40% do que é hoje nosso valor adicionado da produção primária, o que é muito significativo”, comenta. Com a conclusão do Condomínio Avícola, inicialmente serão viabilizados 19 empregos diretos, além da renda gerada para as famílias associadas.

Conforme o secretário de Agricultura, João Carlos Machry, que também é presidente do Condomínio Avícola Mato Leitão, em um município essencialmente agrícola o setor primário puxa a frente no retorno de impostos e no aquecimento da economia. “O valor agregado é muito expressivo, com ganhos para toda a comunidade e impactos positivos para o presente e o futuro”, comemora. Hoje, a suinocultura e a bacia leiteira são as principais fontes de renda de Mato Leitão, mas Machry acredita que o setor de aves em breve também terá lugar de destaque no ranking.

Foto: Lula HelferIncubatórioestá sendo edificado pela Dália nalocalidade de Palanque Pequeno
Incubatório está sendo edificado pela Dália na localidade de Palanque Pequeno

 

Incubatório faz parte do complexo produtivo
O incubatório de pintos do América Programa Avícola, da Dália Alimentos, está sendo edificado na localidade de Palanque Pequeno, a 5 quilômetros do Centro de Mato Leitão. Nessa etapa, a previsão inicial de investimento é de R$ 12,5 milhões por parte da empresa. Quanto estiver em funcionamento, o empreendimento terá a capacidade de produzir até 1,2 milhão de pintos ao mês, que posteriormente serão encaminhados para os condomínios de produção de frango de corte, no próprio município e em outros oito dos vales do Rio Pardo e Taquari.

Nessa obra, edificada em uma área de 6,16 hectares, a Prefeitura concedeu incentivo industrial de R$ 465 mil, sendo R$ 265 mil para aquisição da área a partir de sobras orçamentárias da Câmara de Vereadores. O restante do valor se refere a serviços de máquinas para preparação do terreno, trabalho de infraestrutura para abastecimento de água e luz e ainda estruturação dos acessos ao empreendimento. Os trabalhos no local começaram em janeiro do ano passado. Em dezembro, as equipes contratadas pela Dália Alimentos deram início à construção do prédio.

Foto: Lula HelferPedra fundamental do complexo foi lançada durante solenidade na tarde de ontem
Pedra fundamental do complexo foi lançada durante solenidade na tarde de ontem

 

Entenda: Condomínio Avícola Mato Leitão

  • Projeto: oito pavilhões (seis já estão com telhado) com capacidade para alojar 275 mil aves por lote. Podem ser conduzidos até seis lotes por ano.
  • Localização: Sampaio Baixo, em uma área de 10,4 hectares. A estrutura fica a cerca de 3 quilômetros do Centro da cidade.
  • Investimento: R$ 7,5 milhões por parte de 18 associados (16 de Mato Leitão e dois de Cruzeiro do Sul). Cada produtor financiou R$ 420 mil. A Dália Alimentos se compromete a absorver a produção dos integrados.
  • Prefeitura: doação da área; serviços de máquinas; abastecimento de água e energia elétrica e preparação dos acessos.

Dália Alimentos aposta na logística regional

Quando a Dália Alimentos começou a diversificar sua atuação e apostar também na avicultura, além da bacia leiteira e suinocultura, os dirigentes da empresa visitaram as prefeituras municipais definidas como área de atuação, em uma distância razoável do abatedouro frigorífico, localizado no município de Arroio do Meio. “O Vale do Rio Pardo faz parte desse eixo estratégico, onde já atuamos há muitos anos”, esclarece o presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini. Conforme o dirigente, há muitos anos a companhia planejava se lançar em um novo nicho, apostando no modelo de condomínio associativo para alcançar mais competitividade no mercado.

“Nosso modelo de negócios possibilita uma produção em escala, com mais biossegurança e tecnologia. Defendemos que esse é o caminho da agricultura, a exemplo do que já acontece em outros países”, ressalta. Diferente dos sistemas tradicionais com aviários individuais, Piccinini acredita que o sistema implantado pela Dália também possibilita economia em frete e logística. “Calculamos que o quilômetro rodado, no fim de um ano, custa mais de R$ 6 mil. Então, cada quilômetro rodado a mais representa esse custo extra.” Na gestão dos negócios, aponta a importância da gestão público-privada, com engajamento das Prefeituras e dos produtores associados nos municípios de atuação.

América Programa Avícola

O América Programa Avícola, da Dália Alimentos, conta com quatro etapas produtivas. A primeira é o Projeto América Sociedade Avícola (ASA), que consiste na construção de granjas matrizeiro para a produção de ovos férteis, no município de Vale Verde. Outra ramificação é incubatório, que está sendo edificado em Mato Leitão, onde os ovos serão chocados. A terceira etapa contempla os núcleos de produção de frango de corte, que serão construídos em nove municípios dos Vales com a participação de cerca de 200 associados. Já a etapa final é o Complexo Avícola, que consiste no frigorífico e na fábrica de farinhas e ração, em fase de edificação no município de Arroio do Meio, no Vale do Taquari.

Fonte: Gaz

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