Preço da carne sobe e acumula alta de até 38% em BH

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De acordo com pesquisa do site Mercado Mineiro, aumento das exportações e do custo de produção e alta do dólar elevam valor para consumidores.

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Carnes bovinas e suínas e aves ficaram mais caras em 2020
Foto: Pixabay

Os preços das carnes registraram um novo aumento e ficaram até 19% mais altos nos últimos 45 dias em Belo Horizonte e na região metropolitana, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pelo site Mercado Mineiro. A desvalorização do real em relação ao dólar e o crescimento das exportações e do custo de produção elevam o valor do produto, que encareceu até 38% neste ano.

O levantamento foi realizado em 38 estabelecimentos, entre os dias 14 e 16 de outubro. O preço que mais subiu no período, em comparação com a pesquisa realizada em 1º de setembro, foi o do quilo do frango congelado, que passou de R$ 6,48 para R$ 7,72, um acréscimo de 19,14%.

Todos os cortes bovinos e suínos também ficaram mais caros em 45 dias. Entre as carnes de boi, o quilo do miolo da alcatra registrou a maior alta, de 8,86%, avançando de R$ 36,47 para R$ 39,70. Já entre os cortes suínos, a pazinha foi a que mais encareceu: o quilo passou de R$ 15,69, em setembro, para R$ 17,69 em outubro, o que corresponde a um aumento de 12,74%.

“A gente fala muito do arroz, mas o pior momento é o da carne, que também é base da comida, inclusive dos restaurantes. As carnes mais baratas foram as que mais subiram. O frango teve um aumento muito forte nos últimos dias por causa do aumento do consumo, as pessoas passaram a optar mais por ele justamente por causa do preço”, diz o diretor do site, Feliciano Abreu.

Segundo ele, o aumento das exportações da carne, principalmente para a China, o dólar em um patamar acima de R$ 5,50 e o recorde do preço do milho e da soja, que são a base da ração dos animais, elevam o valor para açougues e consumidores.

“Com o dólar em disparada, tudo o que é produzido no Brasil e tem comprador externo fica completamente inviável para o produtor vender internamente. Quem produz ganha cinco vezes mais mandando para fora, e o mercado interno sofre”, afirma Abreu, destacando que, geralmente, os produtos de melhor qualidade também são enviados para o exterior. “Se a economia não aquecer de alguma forma, vamos passar aperto no consumo”, completa.

Neste ano, de janeiro a setembro, o valor das exportações de carne bovina fresca, congelada ou resfriada aumentou 25,4% em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com os dados de comércio exterior do Ministério da Economia. O valor das carnes suínas exportadas subiu 52,6% na mesma comparação.

Segundo o levantamento do Mercado Mineiro, os preços das carnes acumulam alta ao longo de 2020. De janeiro a outubro, o quilo do acém ficou, em média, 33% mais caro, de R$ 21,16 para R$ 28,04. O quilo do toucinho comum subiu de R$ 8,67 para R$ 11,42, um aumento de 24.57%. Já o quilo do pescoço de peru encareceu 38%, de R$ 13,42 para R$ 18,55.

O diretor do site, Feliciano Abreu, diz que a melhor alternativa é pesquisar os preços antes de comprar. O quilo da maminha pode ser encontrado por R$ 26,95 a R$ 69,95 nos estabelecimentos de Belo Horizonte e região metropolitana, uma variação de 159%. O valor do quilo da bisteca com costela varia até 166% entre os açougues, de R$ 14,99 a R$ 39,95. Já o quilo do coração de frango pode custar de R$ 16,99 até R$ 34,95, uma diferença de 105%.

Fonte: O Tempo

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