Preço do boi gordo sobe em 10 praças e cai em outras 7, diz Scot Consultoria

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

boiada
Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará

Com mais frigoríficos e pecuaristas negociando, o mercado do boi gordo está retomando a normalidade, segundo a Scot Consultoria. Entretanto, nesta quarta, dia 9, ainda não há um viés definido para as cotações da arroba.

“Isso fica claro quando observamos o fechamento desta quarta, com valorizações em 10 praças e queda em outras sete”, diz.

Em São Paulo, por exemplo, a referência para a arroba do boi gordo subiu R$ 0,50 por arroba, frente ao levantamento anterior.

Já em Goiânia (GO), o cenário foi o oposto e a referência cedeu R$ 1,50 por arroba.

Segundo a Scot, diante desse cenário ainda incerto, em algumas praças a maioria dos frigoríficos está fora das negociações, aguardando maior clareza do mercado para voltar às compras.

Nas regiões de Belo Horizonte (MG) e Três Lagoas (MS) esse movimento foi notado com maior intensidade.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, não houve alterações nas referências e a carcaça de bovinos castrados está cotada em R$ 10,28 por quilo.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 150,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 146
  • Goiânia (GO): R$ 137
  • Dourados (MS): R$ 143
  • Mato Grosso: R$ 131 a R$ 136
  • Marabá (PA): R$ 132
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5,05 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 149,50
  • Paragominas (PA): R$ 137
  • Tocantins (sul): R$ 134
  • Veja a cotação na sua região

Soja

A soja teve uma quarta-feira de oscilações mistas nos preços. Com a Bolsa de Chicago tendo avanços e com o dólar caindo, o mercado não teve um comportamento homogêneo. Os produtores estão focando no começo da colheita da soja e os negócios tiveram volumes pouco relevantes.

  • Passo Fundo (RS): R$ 75
  • Cascavel (PR): R$ 71
  • Rondonópolis (MT): R$ 68
  • Dourados (MS): R$ 72,50
  • Santos (SP): R$ 79,50
  • Paranaguá (PR): R$ 76,50
  • Rio Grande (RS): R$ 79
  • São Francisco (SC): R$ 79
  • Confira mais cotações

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicagofecharam a quarta-feira com preços mais altos. Depois do recuo no fechamento anterior, o mercado voltou a encontrar sustentação no otimismo em torno das negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

Após três dias de conversas, representantes dos dois lados mostraram otimismo sobre o avanço nas negociações, mas sem anunciar nenhuma medida resultante do encontro.

A estiagem no Brasil também ajudou a sustentar o mercado, assim como o desempenho de outras commodities, principalmente o petróleo, que subiu 5%.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Janeiro/2019: US$ 9,24 (+5,50 cents)
  • Março/2019: US$ 9,37 (+5,50 cents)

Milho

O milho fechou com preços mais altos em Chicago. O mercado buscou suporte no otimismo em torno de uma nova conversa entre Estados Unidos e China nesta quarta-feira buscando um entendimento comercial. Há um sentimento de que os chineses possam vir a fazer novas aquisições de grãos norte-americanos.

Os investidores também avaliam as condições de clima para o desenvolvimento das lavouras na América do Sul e acompanham a forte alta nos preços do petróleo.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,82 (-2 cents)
  • Maio/2019: US$ 3,90 (-2 cents)

Brasil

O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta quarta-feira, com oferta restrita. Segundo o consultor de Safras & Mercado Paulo Molinari, há muita chuva atrapalhando a colheita inicial no Rio Grande do Sul, o que vai dando sustentação aos preços de forma geral.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 40
  • Paraná: R$ 36
  • Campinas (SP): R$ 42
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 37
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 35,50
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 35,50
  • Veja o preço do milho em outras regiões

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços estáveis. A volatilidade da bolsa de Nova York centralizou as atenções, com a moderada alta do fechamento compensada pela baixa do dólar. Assim, as cotações se mantiveram no Brasil.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 415 a R$ 420
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 420 a R$ 425
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305
  • Confira mais cotações

Nova York

O café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços moderadamente mais altos. Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, o mercado foi sustentado pela baixa do dólar contra o real mais uma vez e pela alta do petróleo.

Entretanto, o destaque foi a redução dos ganhos em relação às máximas do dia. Ele indica que realização de lucros e vendas de origens, com os fundamentos baixistas pressionando, determinaram o recuo frente ao ponto mais alto da sessão.

Fundamentalmente, o mercado segue com ampla oferta e fortes exportações mundiais mostrando abastecimento tranquilo para os consumidores. As exportações de café dos países membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 9,885 milhões de sacas de 60 quilos em novembro, segundo mês da safra mundial 2018/2019 (outubro/setembro), contra 9,352 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2017, alta de 5,7%.

As exportações acumuladas nos dois primeiros meses da temporada (entre outubro e novembro) somaram 20,553 milhões de sacas, alta de 12,7% em relação ao mesmo período de 2017/18, quando foram embarcadas 18,243 milhões de sacas.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 105,30 (+0,25 cent)
  • Maio/2019: US¢ 108,50 (+0,40 cent)

Bolsa de Londres

O robusta fechou preços mais baixos. Segundo traders, o mercado teve uma sessão com correção técnica depois dos ganhos registrados no dia anterior. Além disso, os fundamentos seguem pesando sobre as cotações, com a ampla oferta global trazendo tranquilidade para o abastecimento global. Os últimos dados de exportações da OIC ratificam esse sentimento de amplas ofertas.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Janeiro/2019: US$ 1.535 (-US$ 21)
  • Março/2019: US$ 1.554 (-US$ 20)

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em baixa de 0,72%, sendo negociado a R$ 3,6890 para venda e a R$ 3,6870 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6780 e a máxima de R$ 3,7130.

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia com alta de 1,72%, atingindo 93.613 pontos.


Previsão do tempo para quinta-feira, dia 10

Sul

Dia de tempo instável em todo o Sul do país. A frente fria segue avançando pela região, e os ventos em altitude transportam umidade da Amazônia para os estados da região Sul. O risco para temporais é elevado desde o Rio Grande do Sul até o Paraná, e na fronteira oeste gaúcha o risco será de temporais com grande volume de água, com acumulados que superam os 100 mm.

Nas demais áreas, apesar de a chuva vir com forte intensidade, o volume será menor. No sul gaúcho, ventos associados com uma região de alta pressão podem superar velocidades de 70 km/h. Soprando do quadrante sul, as temperaturas diminuem em comparação aos dias anteriores, o que atenua a sensação de calor do oeste e sul do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Tempo firme entre o norte paulista, Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e região central de Minas Gerais. Nas demais áreas da região, são esperadas pancadas de chuva, especialmente a partir da tarde, devido à combinação de calor e umidade.

Apenas no sul paulista, são esperadas pancadas mais fortes e com potencial de temporais no final do dia.

Centro-Oeste

O tempo fica firme entre o sul de Goiás e áreas de divisa com Mato Grosso do Sul, por influência da massa de ar seco. Nas demais áreas do Centro-Oeste, a combinação de calor e umidade favorece pancadas de chuva após um dia abafado e com temperaturas elevadas.

Há risco para pancadas mais fortes apenas no sul de Mato Grosso do Sul, em forma de temporais.

Nordeste

Dia de instabilidades se espalhando pelo Nordeste. São esperadas pancadas em toda a região, e os maiores volumes de água seguem concentrados entre Maranhão e Piauí, onde há risco para temporais, devido a influência da ZCIT.

Volta a chover na Bahia, pancadas de fraca intensidade e com baixo volume.

Norte

Quinta de sol em Roraima. Nas demais áreas nortistas são esperadas pancadas de chuva, após um dia com períodos de sol e calor. A chuva mais forte acontece entre Acre, Pará e norte do Tocantins.

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