Primeira granja de ovos coloniais é inaugurada em Santa Cruz

Produtos são de Rio Pardinho e estabelecimento foi licenciado pelo Serviço de Inspeção Municipal nesta terça-feira.

Caixas de ovos já estão à venda em estabelecimentos comerciais do município
Caixas de ovos já estão à venda em estabelecimentos comerciais do município

Ovos coloniais fresquinhos na mesa dos santa-cruzenses. Os consumidores já podem encontrar nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais locais o produto produzido no município e devidamente registrado. Ocorreu na tarde desta terça-feira, 10, em Rio Pardinho, a inauguração da primeira Granja Avícola-Classificadora de Ovos Coloniais com inspeção pelo Serviço de Inspeção Municipal de Santa Cruz do Sul.

O empreendimento, de propriedade dos sócios Alexandre Luz, 49 anos, e Nequete Thomas, 48, conta com o apoio técnico da Embrapa Clima Temperado e da Emater/RS – Ascar. Já a responsabilidade da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri) é com o serviço de inspeção de produtos de origem animal, cujo registro permite a venda dentro dos limites geográficos do município. Para obter o licenciamento, uma série de exigências tiveram que ser observadas, especialmente no que diz respeito à estrutura física, com espaços apropriados de higienização, ovoscopia e embalagem.

Conforme explica o médico veterinário da Seagri, Jorge Loebens, vistorias periódicas são feitas para verificar se estão sendo respeitadas as condições sanitárias no processo de produção. O rótulo do produto recebe um carimbo com número, símbolo de inspeção e identificação do tipo de produto. Também a água utilizada na propriedade passa por análise microbiológica a cada dois meses e fisioquímica a cada seis meses.


Atividade

Conforme explica um dos sócios do empreendimento, o produtor Alexandre Luz, a ideia de investir na avicultura colonial surgiu da vontade de tornar a propriedade rural mais rentável. Desde 2010 ele se dedicava ao cultivo da noz pecan e em uma visita a Expoagro viu na produção de ovos coloniais uma possibilidade.

Com o apoio da Embrapa Clima Temperado ele participou de uma capacitação no Centro de Treinamento (Cetac), de Canguçu, órgão administrado pela Emater/RS -Ascar e começou a receber assessoramento e tecnologia de formação. Em paralelo à montagem da infraestrutura e estabelecimento do plantel, foi buscando a regulamentação da atividade junto aos órgãos ambientais e de inspeção municipal.

Desde julho deste ano o empreendimento está autorizado a comercializar para estabelecimentos locais. A granja conta com cerca de 900 animais, produzindo uma média de 65 dúzias de ovos ao dia. Todo o substrato da produção de nozes é utilizado na avicultura. Lavouras de aipim, batata doce e milho crioulo também são cultivadas exclusivamente para o consumo das aves.

O diferencial de todo este cuidado resulta no bem-estar e na saúde dos animais, que são criados soltos nos piquetes ou podem escolher permanecer dentro do aviário. A meta, segundo ele, é até 2018, obter a certificação de produto orgânico. “Todo o resíduo é gerado aqui dentro da propriedade. Ela é basicamente sustentável”, observou.

Fonte: Gaz

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