Programa Moeda Pet distribuiu 2 toneladas de ração

Com pouco mais de sete meses de atividade o programa Moeda Pet, da prefeitura de Santo André, já distribuiu mais de 2 toneladas de alimentos para cães e gatos. Mais que um programa de ajuda para os animais, o programa também ajuda as cooperativas que trabalham com recicláveis, outras prefeituras já estudam copiar o projeto.

O projeto funciona através da troca de garrafas PET por ração para cães e gatos. A cada um quilo de material reciclável entregue para a prefeitura, o morador recebe um quilo de ração. Dois terços as 2,1 toneladas de ração distribuídas vão para as pessoas que entregam o material plástico, o restante, cerca de 700 quilos foram repassados para a UAPA (União Andreense de Proteção Animal). Segundo Henrique Mioto, o diretor do projeto, a troca é limitada a três quilos por CPF, para que se possa atender a mais pessoas. Na última ação através de drive-thru, no dia 25/07, foram distribuídos 500 quilos, sendo que 110 foram para a entidade.

“Tenho um carinho muito grande por esse projeto, porque ele atua em três frentes. Tiramos o material reciclável das ruas, que vem para a gente, ele vai para o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e na cooperativa ele é vendido e reverte recursos para os trabalhadores. Então ajuda a causa animal, ajuda na saúde pública e ainda gera renda”, comenta Mioto, que participou do RDTv desta sexta-feira (31/07) juntamente com a presidente da UAPA, Fátima Jacinto, e a protetora independente Gisele Simone Bance.

Gisele disse que o Moeda Pet ajuda muito os que fazem o trabalho de cuidar dos animais abandonados. “A gente arrecada doações, faz rifas e tem o Moeda Pet que ajuda muito. Esse trabalho ajuda 300 animais e somos um grupo de 5 protetores”, explicou.

Fátima Jacinto disse que sua entidade ajuda os animais de rua com vários atendimentos. “Não é só ração, tem vacina e alguns tem doenças”, comenta. Ela conta que a entidade proporciona ajuda também moradores de rua e seus animais. “Fazemos eventos, conseguimos doações e montamos 350 kits com alimentos e artigos de higiene, além de ração para os animais. A distribuição foi feita entre abril e maio”, conta a presidente da UAPA, que diz que só não faz os resgates por falta de um espaço para abrigar os bichos até a adoção.

Henrique Mioto contou que, com a pandemia o projeto Moeda Pet já sofreu perdas. Um dos três patrocinadores acabou saindo. “Tudo começou em julho do ano passado, em dezembro fizemos o lançamento com um parceiro e logo depois vieram os outros, mas com a pandemia um acabou saindo. Chegamos também a acertar a parceria com um shopping da cidade, mas também por conta da pandemia e a suspensão das atividades, essa parceria também ficou para o próximo ano”, explicou. Apesar dos revezes, o Moeda Pet deu tão certo que já está sendo copiado. “Tivemos notícia de que um vereador de São Caetano fez uma indicação para a prefeitura de lá para criar um projeto como o nosso. Soubemos de um candidato no Ceará tem como proposta também criar o Moeda Pet, igualzinho, inclusive copiou até a nossa logomarca”, disse Mioto.

A prefeitura andreense tem investido na causa animal. Inaugurou seis praças com espaços pet e ainda dois parques pet um dentro do Parque Celso Daniel e outro na Chácara Pignatari. A prefeitura também levaria o tema da causa animal para as escolas, com uma formação para os professores e depois visitas das crianças, mas tudo isso parou por causa da pandemia e a suspensão das aulas. Outras ações que acabaram suspensas foram a implantação do Pet Park, no Parque Central e o início da construção do hospital veterinário. “Estamos buscando recursos para este hospital e esperamos que pelo menos seja assinado o projeto para essa obra”, disse Mioto.

Para Fátima Jacinto, o maior desafio é dar conta da quantidade de animais nas ruas e a solução passa pela conscientização da população. “Tem muita gente abandonando na rua, porque pega quando é pequeno, que é bonitinho, aí cresce e joga na rua, também tem muitos maus tratos, pois tem gente que acha que o animal não sente frio, sede e tem aqueles que acham que o dinheiro gasto com o animal é um dinheiro mal gasto. O nosso maior desafio é conscientizar as pessoas de que o bicho sofre dor, fome, frio e até depressão”, finaliza.

Fonte: Reporter Diário

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