Reabrir a fábrica de rações é uma das metas da Cosulati

A nova meta da Cosulati está traçada: colocar a fábrica de rações, em Canguçu, em operação entre os meses de março e abril de 2019. O desafio é um dos temas que entrará em pauta na assembleia geral marcada para a tarde desta quinta-feira (8).

Na oportunidade, os sócios receberão o balanço dos últimos seis meses de trabalho e, ao que tudo indica, devem manter o produtor Almir Fernando Miguel Mendonça no comando da Cooperativa, como liquidante.

]Ainda é cedo, entretanto, para armar o número de contratações e o volume a ser produzido na retomada da indústria, que já chegou a fabricar de três a quatro mil toneladas por mês. A fase é de contatos com possíveis parceiros e rede bancária. E o objetivo final também está definido.

Com ração disponível para alimentação de aves e do gado, a Cosulati poderia investir em outras duas frentes: reabrir ao menos parte da indústria de frango, em Morro Redondo, e ampliar a produtividade do leite para fortalecer toda a cadeia.

“Estamos confiantes. Em breve, vamos nos reerguer ainda mais fortes”, destacou Mendonça. Neste meio ano à frente da Cooperativa, alguns avanços são motivo de comemoração. Os produtores de leite passaram a receber em dia – embora ainda existam dívidas que permanecem para trás.

A fábrica de lacticínios, no Capão do Leão, já não fica mais parada; ainda que a matéria-prima seja de terceiros, às vezes até de fora do Estado. A negociação de pendências com credores segue entre as prioridades. E tem dado resultado: a dívida de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o Governo do Estado foi parcelada e começou a ser paga.

“Precisamos estabelecer confiança com os credores porque não apostar na Cosulati, não é matar um negócio, mas a própria região”, argumenta o liquidante que, ainda guri, herdou do pai o gosto e o respeito pela Cooperativa que luta para ver fortalecida. Atualmente, só entre os sócios que
permanecem ativos, encaminhando a produção de leite, a área de abrangência chega a 21 municípios da Zona Sul.

Para se aproximar do consumidor
Uma feira noturna, inaugurada possivelmente no dia 13 deste mês, irá reunir representantes da Cosulati e de outras 12 cooperativas da região. O ponto de encontro será junto à sede da Cosulati, na praça 20 de Setembro. A periodicidade será semanal.

O chalé, instalado no mesmo local, também voltará a abrir as portas, com o mesmo objetivo: oferecer os produtos ao público de Pelotas, de segunda a sexta-feiras durante a manhã e a tarde.

Esperança permanece entre quem está no campo
O morador da localidade de Corrientes, no interior de Pelotas, Jones Wruck, 39, é um dos produtores que não interrompeu a entrega de leite à Cosulati em nenhum momento.

E, logo, explica o porquê: “A gente sempre se manteve na esperança que não quebrasse e ainda sonhamos que ela volte a ser o que era”.

Atualmente, são cerca de 250 litros repassados por dia. Com a morte de parte do plantel no ano passado, a família passou a dedicar-se também ao cultivo de verduras: brócolis, repolho, couve-flor…
Tudo para não depender apenas do leite, que ao longo de 14 anos, já chegou a representar em torno de 600 litros por dia.

E quem sabe, com a recuperação da cooperativa, a propriedade dos Wruck, aos poucos, também se fortaleça. É o que milhares de produtores esperam: voltar a crescer, na carona da Cosulati.

Saiba mais

O valor total da dívida atinge os R$ 246 milhões. Antes da redução de estrutura, a Cosulati possuía aproximadamente 850 funcionários. Hoje são exatamente 221 trabalhadores.

A expectativa, entretanto, é positiva. Com a perspectiva de as Unidades de ração e de frango retomarem as atividades, ao menos parcialmente, no primeiro semestre de 2019, novas contratações devem ocorrer. O liquidante Almir Mendonça preferiu não detalhar números.

Fonte: Cangucu Noticias

Deixe uma resposta