Reunião com Bolsonaro: Preço da soja deve seguir alto

Soja
Divulgação/Ministério da Agricultura

Mercado exterior afeta diretamente o preço da soja no mercado interno

Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, representantes do setor de  soja afirmaram que o cenário de alta dos preços do produto continuar no ano que vem. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os preços internacionais devem continuar subindo em 2021, o que deve contribuir para manter os preços da soja no mercado interno.

No início do mês, o presidente se sentiu incomodado com a alta dos preços da soja e disse que iria se reunir com os produtores do produto para “ver como fica essa questão de atender o mercado interno ”. Foi essa reunião que aconteceu nesta terça-feira.

Durante o encontro, a Abiove mostrou a situação do mercado de soja para o presidente, o ministro de Minas e Energia , Bento Albuquerque e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em nota, a associação disse que o período de entressafra e o aumento da demanda no exterior contribuem para o aumento atual dos preços.

“A entidade reforçou que 2020 foi um ano de grande aumento da produção de soja e de seus derivados, comprovando que não há falta de produto. E que a demanda internacional por soja em grãos ao longo deste ano foi também muito elevada, o que contribuiu com o aumento dos preços da commodity e gerou alta nos valores dos processados”.

Na reunião, a associação ainda ressaltou que o crescimento dos mercados de biodiesel e carne são o “melhor estímulo” para a industrialização da soja no Brasil “garantindo o fornecimento de derivados em momento de alta demanda, como o que vivenciamos ao longo deste ano”.

A expectativa da associação para 2021 é que o recorde de produção seja renovado e que a disponibilidade do produto deve voltar ao normal em janeiro .

“Também foi explicado que o Brasil está no período de entressafra de soja e, portanto, de menor disponibilidade da oleaginosa no mercado. Fator que também contribui para a redução na disponibilidade do produto e a respectiva alta dos preços. Este cenário, no entanto, tenderá a ser normalizado em janeiro, quando começará uma nova safra ”.

Logo depois que Bolsonaro anunciou que iria se reunir com o setor, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Bartolomeu Braz, que não participou da reunião, disse ao Globo que a saída para não faltar produto é aumentar a produção. Na ocasião, ele cobrou incentivos do governo para aproveitamento de áreas degradadas.

Já no dia 16 de outubro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu zerar as tarifas de importação de milho e soja em uma tentativa de incentivar a compra de produtos de fora e equilibrar o mercado interno. A medida deve vigorar até o início de 2021. Ainda em setembro, a Camex já havia decidido retirar as tarifas sobre o arroz, em meio a uma alta do preço do alimento.

Fonte: Economia IG

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