TILÁBRAS – O arrojado projeto de produzir 100 mil toneladas de tilápia/ano

Gaiolas circulares e com menor densidade de peixes evita o estresse, gerando mais produtividade )Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
Gaiolas circulares e com menor densidade de peixes evita o estresse, gerando mais produtividade )Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

Por Antônio Oliveira

Com um potencial imenso para o cultivo de peixes em tanques redes, aproveitando as águas de seus imensos lagos de usinas hidrelétricas, o Brasil produz apenas pouco mais de 700 mil toneladas/ano, perdendo, no ranking mundial, pela ordem, para a China, Índia, Indonésia, Vietnan, Bangladesh, Norway, Chile, Egyto, Myanmar e Tailândia.

Porém, esta produção pode crescer muito em pouco tempo, graças aos investimentos que estão sendo feitos em novos projetos de tilapicultura nos lagos brasileiros e em novas fronteiras aquícolas, como os 3 grandes lagos do Tocantins. Apenas um deles – Lajeado – tem capacidade para a produção de 200 mil toneladas/ano.

Bandeiras e obelisco: marca de compromisso da empresa com o Brasil (foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
Bandeiras e obelisco: marca de compromisso da empresa com o Brasil (foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

A Tilabrás – empresa que tem origem na Mar & Terra, uma das maiores empresas de piscicultura do Brasil com foco em peixes nativos, como o tambaqui, o pintado e o pirarucu – está investindo, por etapa, recursos da ordem de R$ 200 milhões na produção e processamento de tilápia em Selvíria (MS). Atualmente, a empresa esta apenas engordando o peixe para fornecimento in natura no mercado nacional – frigoríficos e a Ceagesp (Ceasa), de São Paulo (SP). Toda a produção sai de 30 gaiolas circulares de 25 metros de diâmetro, totalizando 340 toneladas/mês e 4 mil toneladas/ano.

IMG-20181130-WA0044A meta da empresa é produzir a partir de 2023, 25 mil toneladas e processar 20 mil; a partir de 2025, em sua 3ª etapa, 50 mil toneladas e processar este mesmo total e,  a partir de 2027, 100 mil toneladas/ano, processando este mesmo total. E, assim, de etapa em etapa, chegar as 100 mil toneladas/ano. O mercado internacional, claro, está nos planos da empresa, conforme o seu CEO, o jovem Nicolas Landolt.

Todo o projeto será composto por dois píer, 600 gaiolas, farinheira, frigorífico e processamento, tratamento de água, incubadora e área de manutenção. Pronto, todo ele gerará 800 empregos diretos e 2.700 diretos. Prevê-se que, produzindo e processando apenas 100 mil toneladas/ano, o faturamento bruto será de R$ 1 bilhão.

(Foto: Peixe Br)
(Foto: Peixe Br)

Recentemente, a empresa foi visitada pelo secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seíf, a convite do presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe Br), Francisco Medeiros. No dia 13 deste mês, foi a vez de um grupo de mais de 20 jornalistas de agronegócios de dez estados brasileiros visitarem o projeto. Foi durante a 13ª edição do Road Show.

O Road Show é uma promoção da Texto Comunicação Corporativa e que, neste ano, teve o apoio da Agro-Pecuária CFM, Peixe Br, Casa Branca Agropastoril, Phibro Animal Health, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, Território da Carne e Trouw Nutrition. Este repórter integrou esta turnê a convite da Texto Comunicação.

Durante a a visita Nicolas concedeu entrevista, em vídeo, para a Cerrado Rural Agronegócios. Acesse o vídeo abaixo.

,Fonte: Cerrado Editora

 

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