Yakult para cães faz sucesso entre os tutores

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Gunnar Sigurður Zoega Guðmundsson/Creative Commons

Se você tem menos de 60 anos, provavelmente cresceu ouvindo falar sobre os lactobacilos vivos. O produto de origem láctea promete regular qualquer intestino e melhorar a imunidade de todas as pessoas. Essa febre chegou no mundo pet. Os probióticos vieram para regularizar a saúde intestinal do peludo. Mas tudo em exagero faz mal. E é exatamente o que está ocorrendo.

Que cachorro nunca teve uma diarreiazinha? Qual gato não apresentou um cocô mais mole? Não importa a época da vida, todos os animais já passaram ou passarão por dor de barriga. Quando o caso é brando e esporádico, os veterinários costumam receitar as seringas de probióticos. De várias marcas, esse produto se assemelha em muito ao Yakult.

Os probióticos são bactérias benéficas presentes principalmente no intestino, que são responsáveis pela absorção de nutrientes e melhoram o sistema imunológico. Elas melhoram a saúde do intestino e a capacidade do seu corpo de absorver nutrientes e combater infecções. Eles são essenciais para a sua saúde digestiva, mas os benefícios do seu consumo não param por aí.

Probiótico em rações

Olu Adeosun/Creative Commons

Você já leu o rótulo de alguma ração viu na composição prebióticos e probióticos? Vale a pena saber quais os benefícios que estes compostos proporcionam para seu animal de estimação. E é por isso que o médico veterinário da Max e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, explica tudo o que você precisa saber sobre a ação deles no organismo do seu animal de estimação.

“Quando isso ocorre, o terreno fica livre para o aparecimento de doenças oportunistas. Sendo assim, muitos estudos voltados à nutrição animal vêm se desenvolvendo na busca de alimentos que, além de nutrir de maneira balanceada, também ajudam a prevenir doenças”, explica Machado.

Pra que serve?

PRODan Kenemore/Creative Commons

Probióticos são suplementos alimentares feitos à base de microrganismos vivos. Uma vez em contato com o organismo do cão, o remédio gera benefícios por meio da melhoria da microbiota intestinal, reforçando o desenvolvimento de bactérias “boas”.  Já os prebióticos são fibras alimentares que seletivamente estimulam o crescimento ou a atividade de uma ou mais espécies de bactérias benéficas no intestino, melhorando a saúde intestinal do seu amigo. Também melhoram o trânsito intestinal e regulam parâmetros como triglicérides e glicemia no sangue.

Tanto os probióticos quanto os prebióticos são indicados em qualquer fase da vida do seu cachorro. No caso dos probióticos, eles se tornam especialmente importantes nas situações de estresse, nas quais pode haver queda da imunidade do cão, tornando-o mais suscetível a infecções. Os probióticos são utilizados desde o nascimento até a velhice do animal, em situações de desmame do cachorro, de mudanças de ração, em período de vacinação, medicações e em mudanças de ambiente.

Os prebióticos são uma importante fonte de nutrição para as bactérias benéficas intestinais. A presença destas fibras também geram substâncias importantes às células intestinais que, quanto mais saudáveis estão, mais nutrientes absorvem. A presença do prebiótico também favorece um ambiente intestinal um pouco mais ácido, mais favorável às bactérias boas ao organismo e menos ao desenvolvimento das bactérias maléficas.

Exagero faz mal?

Andrew Evans/Creative Commons

Há quem diz, inclusive, que o intestino é o segundo cérebro. Animais com baixa quantidade de bactérias intestinais boas tendem a ter mais problemas comportamentais. Ainda há controvérsias. Mas muitos estudos já apontam esta relação não só para os quadrúpedes, mas para os humanos também.

A grande questão é que os tutores estão apaixonados pela milagre do cocô durinho em poucos dias, após uma crise de diarreia. Esse é o efeito esperado após o uso do probiótico. Porém, seu uso em excesso pode mascarar doenças sérias ou retardar a ida ao veterinário.

Uma infecção intestinal, giardíase, doença do carrapato ou mesmo um envenenamento podem começar apresentando sintomas, como diarreia. O tutor muito safo, começa a medicar o animal com aquele probiótico receitado pela veterinário, meses antes. Mas ele não sabe que dessa vez a medicação não terá efeito. A depender da causa da diarreia, somente um antibiótico ou tratamento mais adequado surtirá efeito. E pior: ao dar o remédio e esperar que ele faça efeito, o animal estará em sofrimento, sem o diagnóstico e medicação correta.

Os problemas digestivos podem ser graves em cães, se não forem tratados corretamente – ou se, por algum motivo, eles se tornarem frequentes. Mesmo recebendo alimento de boa qualidade, um sistema digestivo canino fragilizado pode acarretar em má absorção de nutrientes e baixa imunidade do seu cão.

Por isso, não medique seu animal! Mesmo que ele esteja com fezes amolecidas, busque o médico veterinário para entender o motivo e seguir o tratamento mais eficiente.

Fonte: Estadão

 

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